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Desde então só
Desde então, só
Tristeza em pó

E agora no limite da dor
Atingindo a leveza do ser
Só mesmo assim ausência

Se define como não-Amor.

©Poemas do Autor, Adalberto Queiroz. 2007.

Penso no livro como fruto
Penso no fruto qual vinha.
Como livro e bebo vinho.

- Livro alimento único: raro:
Ébrio de livro caminho…
Eu: un ivre plus un livre
:o leitor bebim de livro

+++

©Poemas do Autor, Adalberto de Queiroz, 2007.

Terça-feira, Agosto 3

As aflições do Poeta
Autor: Adalberto de Queiroz.

Para Marcos Caiado, com minha Amizade.*

Ah, , Que Nossa Senhora te proteja
E São José te livre de pronto
Dessa estranha mão que apedreja:
- Será de Amor, este teu pranto?

(Pela vida afora…sofres, sofremos).

E assim: perguntar carece
De que esfera esta sombra
Que agora te enlouquece?

- “É preciso estancar a dor que grita
Sinto a dor tal qual padeces.
Ouço o grito que te agita.

(Pela vida afora…sofres, sofremos).

Eis aqui uma palavra,
Sem a rima exata
Desta pobre lavra.
Sem cadência inata.

Tu choras essa ferida aberta
E em meio ao teu clamor
Só resta nesta hora certa
Receitar bálsamo do Amor.

(Mas, ai que por ele,
pela vida afora…
sofres, sofremos
).

Eis, que ouso repor a questão
Sobre a sombra crua, que seja;
- Donde, o poeta espera perdão,
Se é sombra que o apedreja?

Se escreves como o mestre
Não na areia, só Ele o fez;
Mas feito o vate a domar a lira
À sua própria maneira: outra tez.

Pelo inferno cambiante,
Recebe-te moderno Virgílio
O estro em sombra se fez.

É certo, a dor de graça chegara
Ao bardo que o Amor pressentia
Também uma vida nova sonhara
Quando este à paixão cedia.

É longa e árdua, a caminhada.
Falar da dor que pesaroso sente.
Sofres, sofremos na longa estrada

- Poesia sem dor, nos desmente!

Certo, não há conselho possível
Nesta arena desprovida de astros
Pela vida afora…sofres, sofremos
Não há conselho feito emplastro.

Nada resta à citação
E só me sobra um sinal
Evitar esta palavra fácil:
Apor vírgula, ponto final.
++++++
Goiânia, 12/07/2004. *Copyright © 2004.

Escrito por Adalberto Queiroz em 3.8.04.

A doçura
Adalberto de Queiroz*
A doçura,
- Que Tomás em segredo me revelara
(em minha confissão continuada):
É produzida
Pela ação do calor
”.
 
Por este trópico onde, exaurido
Traço o caminho de minha vida
ouso pensar, enquanto só: 
- A doçura, te recordas?
É produzida pelo calor
Que lento digere
E dissolve
O úmido…
” 

Entanto, meu corpo 
É doce, segreda a amada:
- Não por ser quentinho. 
O úmido e doce e o salgado reúne
Feito edredom
Que nos cobre
E nos une. Mas isso já é outra coisa
Onde a doçura aquece ainda mais. 
====
Originalmente, publicado em Goiânia, 26/06/2004.

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