Vem rezar, não importa onde…
Esta foto é de uma capelinha é em Phoenix, AZ, USA.
Mas pode ir ao lado de casa, num bairro distante ou ao meio do caminho, desde que possas rezar, pela paz no mundo, pela família, dando graças a Deus pelas bençãos recebidas.
No evangelho deste domingo, Jesus se põe a ensinar com autoridade.
O Evangelho deste domingo: (Mc 1, 21-28) – Em Cafarnaum, no sábado, Jesus foi à sinagoga e se pôs a ensinar. Todos ficavam admirados de sua doutrina, pois ele os ensinava como quem possui autoridade e não como os escribas. Havia na sinagoga um homem com um espírito impuro, que gritou: “O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus!” Mas Jesus o intimou, dizendo: “Cala-te e sai deste homem”. Agitando-o violentamente, o espírito impuro deu um grande grito e saiu. Ficaram todos tão espantados que perguntavam uns aos outros: “O que é isso? Uma doutrina nova, dada com autoridade! Ele manda até nos espíritos impuros e eles lhe obedecem”. E sua fama se espalhou logo por toda parte, em todas as regiões da Galiléia
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Feliz Natal com boa música (I)
Musical excerpts from a rehearsal of The Toronto Consort’s production of the “Praetorius Christmas Vespers”. The concert reconstructs a possible vespers service for Christmas as it might have sounded in a large north German church. The music was composed by Michael Praetorius in the early 17th century, and the production is directed by David Fallis. Video, sound, and editing by Bill Found (Dalvorem International).
Hermann Broch (I)
“(…) Toda pessoa que realiza um trabalho de valor adquire certo direito a ser chamado de artista” – do simples escriturário ao grande general ou um bem-sucedido homem de negócios, todos eles “realizam sua atividade de uma forma que, “em certo sentido podemos dizer “artística”.
Essa afirmação do ex-industrial, engenheiro têxtil e escritor austríaco coincide com a afirmação de Santo Tomás quando fala sobre o ofício do sábio e o liga às ‘artes’ (ofícios) e à sua ordenação:
“…Todos quantos têm o ofício de ordenar as coisas em função de uma meta devem haurir desta meta a regra do seu governo e da ordem que criam, uma vez que todo ser só ocupa o seu devido lugar quando é devidamente ordenado ao seu fim, já que o fim (finalidade) constitui o bem de todas as coisas…
“Assim também acontece no setor das artes. Constatamos, efetivamente, que uma arte, detentora de um fim, desempenha em relação a uma outra arte o papel de reguladora e, por assim dizer, de princípio. A medicina, p.ex., preside à farmacologia e a regula, pelo fato de que a saúde, que é o objeto da medicina, constitui a meta ou o objetivo de todos os remédios cuja composição compete à farmacologia. (…)
E assim, S. Tomás conclui por chamar de sábios (artistas) o mestre dos mares (o piloto dos navios), o construtor destes, o grande general, a cavalaria e os fornecimentos militares, os arquitetos … e os mestres dos ofícios que presidem os demais, a esses denomina Tomás ‘arquitetos’ que fazem jus ao nome de sábios… mas isso é outra estória (para a qual voltarei em breve!). Cito, repentindo Tomás: I Cor. 3:10-11 quando S.Paulo afirma de si mesmo (com a humildade ou loucura dos santos!) que “Segundo a Graça que Deus me deu, como sábio arquiteto lancei o fundamento, mas outro edifica sobre ele. Quanto ao Fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo.”
E Louvado Seja N.Senhor Jesus Cristo!
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Fontes: BROCH, Hermann. “Poesia e Investigacion”. Barral Edit., Barcelona, 1974. pág.406-7. DE AQUINO, Santo Tomás (e Dante Alighieri). Ed. Nova Cultural. Trad. Luiz J Baraúna, S.Paulo, 1988, pág. 59/60.
Semana Santa 2011
Passando a semana Santa em BSB, me volto pra internet, d’onde nos chegam as penitências e vivências católicas que tanto me humilham com minha absoluta falta de penitência ao celebrar esta Semana Santa (não explica, mas justifica que tenhamos passado por um período de penitência no antes e durante parte da Quaresma!).
Queria (se pudesse) estar com essa cruz às costas, mas, sabendo-me incapaz, continuo a apreciar muito a arte e manifestação de Fé de nossa gente Católica.
HOJE, 22.04.11, me deparo com esse texto sobre o significado da Páscoa, no blog do poeta e pensador cristão Armindo Trevisan, cujo blog tem outras pérolas.
Vale a pena ler este também: um maravilhoso texto sobre o Batismo cristão.
Natividade
Em meio à noite, eu me recordo das palavras de um velho escritor português e seu tom arcaico, pronunciado em crônica datada de 1886, a frase não me chega inteiramente como deve ser agora lembrada aos leitores:
“…Dia seguido a dia, melancolicamente, esterilmente, nos foge o tempo… O dia de Natal vai de novo chegar. Com quanta saudade do doce e risonho tempo da minha infância eu o digo! Vai dar a hora de se retirar do presépio iluminado e florido, do centro do grupo orante dos pastores e dos Reis Magos, a sorridente imagem do mimoso e terno Menino destinado a padecer e a morrer crucificado para remir os homens”.
É o que basta!
Não durmo mais. Põe-se a minha mente em marcha como oficina em progresso, a pensar sobre todo este evento que não quer e não deve calar. E como se não houvesse vencedor nessa batalha dos pensamentos, deito-os ao papel, antes que eu mesmo faça a volta ao leito revolvido pela gravidade do pensar.
Penso em toda uma multidão que se movimenta de um canto a outro, nas grandes ou pequenas cidades, em ambientes festivos, portando o melhor de seus sentimentos e de suas roupas, nas grandes cidades em direção a grandes luzeiros: são árvores de Natal iluminadas ou arremedos de árvores nos prédios, nas praças, nos lagos e esses meus irmãos vão sempre em direção às luzes.
Vê-se o espetáculo das luzes pela televisão, reproduzem-no pela grande rede Internet. Os homens buscam a Luz.
No entanto, vejo que vamos, muitas vezes, apressados demais sem nos darmos conta que na profusão de vitrines que disputam as nossas retinas cansadas, reside uma super-exposição aos chamamentos do comércio.
Há nas crônicas do velho lusitano uma denúncia do excesso de exposição de guloseimas típicas do Natal lisboeta que, visto tantos anos depois, são um esboço em sépia do que viria a ser, não a sua saudosa Lisboa, como todos os grandes centros comerciais do mundo atual, presos desde então àquele “aspecto culinário da abundância e da plenitude”, ao que hoje vêm se somar outras nuances decorativas que levam à exaustão do consumo.
Serve-nos o autor outras delícias: as lembranças do presépio, da Sagrada Família, do Menino Jesus saudado pelos pequenos fiéis na Missa do Galo. A ceia em família e a Árvore de Natal, tardiamente adotada na província portuguesa – serve ao autor das “Farpas”, para lembrar-nos que o auge da celebração era a Família.
No presépio, diz-nos Ramalho Ortigão, era como se “a cristandade em peso se afigurasse descendo do mais alto monte em direção ao tabernáculo”, propiciando celebrar com inusitada alegria, com paz de espírito, com inocência e bondade…
E assim, era o Natal alegria para as crianças e sempre de alguma saudade para os adultosl
Mas, afinal, que evento é esse?
Por mais que uma imprensa, cada vez mais pagã, o queira, não consegue apagar a grandeza do episódio lembrado no Natal. O fato histórico é esse: a humanidade lembra o Salvador.
É bom relembrar o nascimento de um menino que mudou o curso da história.
O poeta Virgílio e o profeta Isaías o anunciaram:
“Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho; e chamá-lo-ão Emmanuel, que quer dizer Deus Conosco”. Eis o mistério da fé e o centro do acontecimento que nos move agora: aquela vela que se acende nos altares de nossas igrejas, ou a luz que simbolicamente acendemos em nossas árvores são uma e a mesma reprodução da luz que o Menino Jesus trouxe à humanidade com seu nascimento.
Eis a gravidade e a ferocidade do pensamento: como comunicar aos outros a grandeza deste episódio? Deus se faz homem, nascendo da Virgem Maria, numa mangedoura em Belém da Judéia, há dois milênios atrás.
Quis o Pai que fosse na Judéia e que fosse num lugar humilde – a mangedoura – que a Natividade ocorresse e donde a Luz se irradiasse sobre toda a humanidade. Quis que o mistério de sua vinda fosse anunciado por um anjo a uma virgem de Nazaré. Quis que uma estrela anunciasse a Natividade aos sábios – outro símbolo de que a Luz que buscamos está envolta nos panos simples daquele Menino, lembrado no arcaico presépio, advindo de uma virgem que concebeu pelo poder do Espírito Santo.
Se você não compreendeu isso, dileto leitor, é sombra o que acende com suas mãos ao ligar a árvore de Natal.
Pouco importa quão bem decoradas estejam as lojas, quão iluminadas as avenidas, quão doces os quitutes que lhe esperam à meia-noite, seca será a árvore e sombria a casa que não recupere o mistério da Natividade.
Importa não esquecer a grandeza da Natividade desse Menino doce e terno, que há de ensinar com sua Vida, por suas ações: o Amor, o Perdão e a Paz, encerrando na Páscoa sua missão, onde grava o acontecimento mais histórico para os homens, uma vida que apaga a infâmia do pecado, uma vida que se inicia agora mesmo com a Natividade.
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(*) republicação de texto de 2004.
(1) “Farpas Escolhidas”, Ramalho Ortigão, Ed. Verbo, Lisboa, 1971.
(2) Isaías 7,14 e Mt. 1,23.