Antes do Papa Francisco: Bento XVI

“É preciso muita coragem e bravura para tomar uma decisão dessa magnitude…”

Relendo a frase de Ratzinger: “
”…EXAMINANDO minha consciência perante Deus”… Eis como Bento XVI chegou à conclusão de que era hora da sua aposentadoria.
A essência do que ele disse é o que pode nos levar a decidir com razão e emoção sobre nossas vidas.Raio no Vaticano 2

Bem-vindo, Papa Francisco

Caríssimos leitores,

Desculpem-me por ficar tanto tempo sem postar. Desde então, fiz uma porção de coisas interessantes. Como este blog não é confessional no sentido de dizer tudo, vou atualizá-los quanto aos meus sentimentos.

O fato é que o mundo deu uma ‘balançada’ bem extraordinária. Um papa renunciou depois de 600 anos. A Igreja Católica não se baliza por décadas, como sabemos (os católicos),; mas Bento XVI é protagonista de um ato inusitado se pensarmos em cronologia. É verdade que a Igreja não pensa em anos, pensa em séculos…

Eu sou formalmente um católico muito ‘recente’. Eu fui criado no ambiente do Protestantismo moderado no Brasil, com influência norte-americana.

Eu me converti ao Catolicismo aos 49 anos, embora já convencido de que era a religião (e a celebração/denominação) mais adequada há alguns anos antes em minha vida. Faltava a decisão espiritual, muito por conta da disciplina que o Catolicismo exige de nós.

Eis-me aqui! Quase 10 anos depois, tendo vivido a orientação espiritual de meus sacerdotes locais, e a inspiração do Papa João Paulo II, de Bento XVI; diante do Papa Francisco.

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O que dizer deste “Servo do Senhor” ?
- Que Deus o abençôe, Papa Francisco.
A Igreja espera muito do Senhor. A Juventude espera muito do Senhor. A Vida espera tudo do Senhor.
O Bispo de Roma, Francisco, é o nosso Pastor. Cuide bem da Igreja. A Ordem de onde (no fim-do-mundo) os Cardeais (inspirados pelo Espírito Santo) te acharam e o Lugar (Argentina) não me importam inicialmente (pois o Papa não tem Nacionalidade).
És Francisco, como o Poverello de Assis. És o nosso Pastor. Deus te Abencôe. Nossa Senhora te Proteja (que lindo ver o Senhor rezando o que rezamos em nossas paróquias e nossas casas quando estamos diante de desafios bem menores do que Sua Santidade!). Rezo por Francisco. Deus proteja o Papa Francisco. Papai Francesco!

Diálogo entre cristãos e islamitas (II) ou: construindo pontes de amizade

Ainda sob a proteção de Santo Elígio, continuo o meu trabalho de reforçar o diálogo em referência. Apesar de alguns dizerem que é uma bobagem o que estou fazendo, porque há poucos leitores que leem isso etc. etc.
Eu tampouco me importo com isso, pois sei que o mundo é feito de pequenas sementes de Amor.
Esta iniciativa deseja ser isso, apenas (assim como minha viagem ao Marrocos para encontrar um amigo islamita que conviveu em minha cidade e que me ensinou elementos importantes para dominar a língua Francesa!) – Eis um exemplo de convivência e diálogo que nunca esquecerei, mon ami, Alaoui…e foi por isso que fiz um grande esforço de viajar ao Marrocos enquanto vocês viviam o vosso Ramadã…

Antes de transcrever algumas pequenas passagens, nesta segunda inserção sobre o tema, gostaria de compartilhar algumas ideias do Papa mais incompreendido dos últimos anos, o Papa da renúncia ao Trono de São Pedro, meu querido incompreendido Bento XVI – meus netos hão de se lembrar dele e de tudo que fez pela Igreja de Cristo, estou certo.

Após ter sido confundido como inimigo do Islã, Bento XVI rezou com os ‘primos’ na Mesquita Azul e seu diálogo continuado incorporou pensamentos como esse na XX JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE, em 2005, quando falou aos jovens muçulmanos:

“É nesta perspectiva que me dirijo a vós, diletos e estimados amigos muçulmanos, em vista de compartilhar convosco as minhas esperanças e para vos comunicar também as minhas solicitudes nestes momentos particularmente difíceis da história do nosso tempo.”
(Bento XVI aos jovens muçulmanos
)

“Eu garanto a vós que a Igreja deseja dar continuidade à construção de pontes de amizade com os seguidores de todas as religiões, a fim de procurar o bem autêntico de todas as pessoas e da sociedade no seu conjunto” (Discurso de 25 de Abril de 2005, n. 4).

Notem que o papa se dirige aos jovens islamitas falando a “amigos”, como deveríamos nos referir a todos os irmãos monoteístas (e aos demais, by the way) e fala em construir “pontes de amizade”.
Este diálogo, apesar de turvado pela interpretação quase sempre errônea da mídia esquerdista, é de uma validade enorme e me lembra sempre a confraria de Santo Elígio.
Para além da fronteira do preconceito e da arrogância das partes, o desprezo por culturas diferentes é algo que não é sábio negligenciar, tal como como disse R. Fletcher em seu pequeno grande livro “A Cruz e o Crescente” sobre o contrário: “há uma geologia das relações humanas que não é sábio negligenciar”.
Quando o discurso de Bento na Universidade de Ratisbona é mal interpretado, significa algo do subsolo das relações (azedado pela mídia que tem o poder de lente de aumento com importante desfoque).
Dois séculos nos separam dos ‘primos’ muçulmanos, pois quando Maomé “recebeu as suas primeiras revelações, no começo do séc. VII, o Cristianismo era, oficialmente, há dois séculos, a fé exclusiva do Império Romano, a superpotência do Mediterrâneo”.
Entretanto, nada nos autoriza a afirmar superioridade diante de nossos primos e tampouco de reforçar o desprezo pela diferença cultural.
Se pensamos na matemática, na medicina e na astronomia, não há como ignorar o avanço árabe e, hoje, se pensamos em centrar o conhecimento no Ocidente não há como desdenhar que o mundo hodierno parece construído para novas cruzadas e não para disputas pelo melhor do conhecimento e da evolução construtiva entre culturas.
Entretanto, livros como o de Richard Fletcher podem nos ensinar como apreciar o bom de cada lado e não continuarmos, de parte a parte, a ser geocêntricos.

O Papa dos judeus.

Republicação de Fratres in Unum.com:

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Por Francisco Panmolle

Fratres in Unum.com - Após a leitura do artigo O dilema moral de Pio XII, escrito pelo grande homem e (por necessidade lógica) grande católico Hermes Rodrigues Nery, questionei-me (e não só a mim) acerca do conhecimento, por vezes parco, que nós temos dos grandes homens do passado. Dentre estes, destaca-se o Santo Padre Pio XII, de veneranda memória, sobre o qual se propagam “fábulas e reconstituições históricas bastante grosseiras” [1] que já constituem uma verdadeira lenda negra.

Leia mais… 1.353 mais palavras

Coloquei este livro em minha lista de livros "A ler em 2013". O Frates in Unun é sempre uma boa fonte de informações para os católicos e demais pessoas de bem que prezam a Verdade. Paz e Bem.

Apostas para 2013

Virando a folhinha, um ano novinho em folha, como se espera, como disse o poeta Drummond em crônica recém republicada aqui:

…novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha…

Então, começo a me perguntar: O que devo fazer? O que desejo fazer?
Achar um
Plano prático para ler a Bíblia Católica em um ano, pareceu-me bem aceitável. Um amigo me enviou uma planilha onde posso facilmente acompanhar minha evolução, lendo em inglês na edição da Oxford University Press, Revised Standard Version, Catholic Edition) e conferindo online (ou em papel) na Bíblia Católica, da ed. Ave Maria.
Como me conheço, sei que sempre começo com entusiasmo, mas hei de precisar de muita persitência para chegar ao final deste novo ano com pelo menos este plano realizado. Santo Tomás de Aquino me ajude nessa jornada.
Talvez também seja uma boa iniciativa voltar a estudar (formalmente). Pesar em uma extensão para 2013 pode ser boa ideia. E, por fim, quem sabe, voltar à terapia…?!
Em tudo, nunca esquecer de unir trabalho e celebração, estudo e diversão. Bons vinhos (com moderação, wow, sempre desejada!), bom papo em boa companhia.

Enfim, desejo um excelente 2013 a todos os leitores deste blog e do diário Sonatas & Cafeína.
Amitiés,
BetoQ.