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22 quarta-feira jul 2009
Posted in Catolicismo, Família, Religião
22 quarta-feira jul 2009
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21 terça-feira jul 2009
Posted in Música, música francesa
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Como se sabe, a França tem se mobilizado em batalhas campais contra a música compartilhada, nos moldes atuais de distribuição pela internet. A Sacem, a poderosa sociedade dos direitos autorais tem ganho sucessivas vezes, a ponto de um website como Paroles.net ter jogado a toalha.
Agora, temos a BlipFm que nem sempre tem o áudio, mas recorre ao YouTube, para possibilitar compartilhamento de vídeos.
Faço agora a experiência abaixo com o Dropbox, que me pareceu intuitivo, fácil de usar para leigos como este bloguero. Se der certo, vou nessa linha de Blipfm + streams de áudio aqui.
Profitez-en:
18 sábado jul 2009
Posted in Bento XVI, Catolicismo, Emily Dickinson, Poesia
| The Brain – is wider than the Sky - For – put them side by side The one the other contain With ease – and You – beside The Brain is deeper than the sea For – hold them – Blue to Blue - The one the other will absorb As Sponges – Buckets – do - The Brain is just the weight of God - |
O cérebro é mais vasto que o céu
Pois se os pomos lado a lado - Aquele o outro contém - Fácil – e a você também - O cérebro é mais fundo que o mar - O cérebro é do peso de Deus -
Sopese-os com precisão - E vão diferir, se é o caso, Como a sílaba do som. |
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(*) Fontes: Dickinson, Emily. “Uma Centena de Poemas” . Tradução Aíla de Oliveira Gomes, T.A.Queiroz Editor/Edit. Usp, 1985, pág. 90/91; p.195/196.
Ratzinger, J. (Papa Bento xvi). “Lembranças da minha vida: vol.1 (1927-1977). S.Paulo, Paulinas, 2006. Trad. Frederico Stein, pág. 137.
13 segunda-feira jul 2009
Posted in Bernanos, Escritores Católicos Franceses, Francofonia
“De que vale ter razão em um jornal sem leitores”
(“Qu´importe d´avoir raison dans un journal sans lecteurs?”)
G. Bernanos, em carta à François Coty, em “Correspondences” 1904-1934, Plon, 1932, pág. 455 – tomo I .
“Le péché est froid et noir. La volupté un amoindrissement, un arrachment. Satan un maître en supplices… Qui vous attire ? Qui nous retient ?
Mais quoi ! Mais il faut humilier son âme !”G. Bernanos, em carta à Un Ami (non identifié), em “Correspondences”, 1904-1934, Plon, 1932, pág. 230 – tomo I .
*O pecado é frio e negro. A volúpia é uma forma de se apequenar e se afligir. Satanás é mestre do suplício… Quem vos atrai, quem nos retém… Finalmente, o quê? No fundo o que ele quer é humilhar sua alma.”
[O pecado como algo "frio e escuro n´alma" me lembra Julien Green em seu Mont Cinère. O fogo (la flamme infernale) consumindo tudo. O pecador em meio ao frio e à avareza de não aquecer a casa...]
+++“Réellement, je ne suis pas à l´aise dans la joie : j´ai toujours besoin de m ´arracher.”
["De fato, nunca fico muito à vontade com a felicidade. Tenho sempre a necessidade de me afligir"]
G. Bernanos, em carta à Un Ami (non identifié), em Correspondences, 1904-1934, Plon, 1932, pág. 230 – tomo I .
“J´ai été à Lourdes. Je n´y ai pas trouvé beaucoup d´apaisement, mais cela même était prévu. Je ne veux pas faire toilette pour Notre-Dame, me me suis présenté tel quel, et si misérable et angoissé qu´elle a pu me prendre, peut-être en pitié”
["Estive em Lurdes. Lá não encontrei a pacificação de minha alma, mas isso já era previsto. Não quero me arrumar pra Nossa Senhora. Eu me apresentei como sou: tão miserável e angustiado que Ela pôde me tomar em suas mãos e, quem sabe, em sua Piedade!"]
G. Bernanos, em carta à Henri Massis, em “Correspondences”, 1904-1934, Plon, 1932, pág. 249/250 – tomo I .“Mouchette… cette petite âme écrasée” (Paul Claudel, embaixador da França no Japão, em carta a Bernanos, 1926, sobre Le Soleil de Satan… prometo reproduzir a carta inteiramente, em breve!)
Eu afirmo: Ô ! Grand frère Georges, “Je crois en vous plus que jamais…” (Jul.09).
11 sábado jul 2009
Posted in Catolicismo, Devoção a Nossa Senhora, Espiritualidade
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Estavas aqui há pouco e brincávamos de caça-palavras.
Estavas aqui e, há pouco ainda, via tuas mãos alvíssimas.
Sim, eu estava ao teu lado de torso nu, colhendo conchas na praia.
Era como se só me interessassem as conchas e pedrinhas perfeitas.
Cioso as escolhia, sob seu olhar terno, e as guardava no embornal que eu trazia ao ombro.
Estavas aqui há pouco e eu comia doce de leite e toda a mais funda lembrança da infância no mais fundo dos Brasis ainda vivendo em paz.
Ah, e tomava leite de cabra e nadava no riacho e a tudo assistias.
E tudo era como se eu me arrumasse para ir à escola, a escola mais distante no mais distante pasto a se atravessar. E nem medo nenhum eu tinha de vaca doida e boi da cara-preta…
Estavas aqui há pouco e não havia mistério nas matemáticas que não decifrássemos num átimo.
Estavas aqui há pouco. Entre as palavras me divertia: jade, rocio, tez, altar, pistilo, éter, riacho, sanga, jã-de-louçã, jaez, adestro, terrina, absoluto, devido, lápis lazuli…
E lembrei-me do amigo, o caçador de palíndromos.
Dentre mil imagens, a da catedral agora visível, donde provêem sons de um órgão que jamais ouvi. E uma cornucópia de frutas e moedas que valiam o ouro de pensamentos mais cristalinos.
Estavas aqui há pouco e o mais ditoso era falar em línguas.
Eu dizia sem entender: eudamonía, tu dizias: makaría, makariótes…makarízein.
E eu: mákar o que é?
- Tu respondias: beatitude.Bem-aventurança e lias o evangelho de Mateus e eu me sentia heureux qui comme Ulisse…
Tu dizias: felix, venturus, felicitas. Eu solfejava de mansinho, lembrando-me da melodia:
- “Beatus, beatus, beatus vir…”
Tu dizias em resposta: ventura, ventura.
Essa palavra à liberdade atada: “Tu mesmo forjaste tua ventura”, repetias, cantando a admirável palavra cervantina”.
- Ventura, venturoso, venturança, o bom amigo e o Sancho Pança…
Eu dizia e sorria…
Tu nomeavas, eu repetia: felicità é ventura, é bonheur.
- Ah, essa eu já a conhecia, dizia todo feliz. E lembrava-me de todas as manhãs de quando o orvalho luzia sobre o cerrado goyano (o capim meloso) ou sobre o campo de alfazema, en Provence. E entanto Glück é novo pra mim, eu repetia:
- Ah, happiness e também luck, a “sorte” grande (só pode ser boa) e não é loteria. Há Glück, tu dizias e há também Seligkeit, ou uma conjunção dessas duas: Glückseligkeit (eu me atropelava, mas repetia; e lograva entender: Glück-Selig-Keit, que era pra mim um latino aprendendo a língua de Goethe e Silesius e Schiller).
Oh, Princesa de todas as princesas; oh, Mãe de todas as mães, tu estavas aqui…
Agora, no albor da alvorada, ao me deixares, fiquei com a surpresa e a ventura de mais um dia que recebo de presente.
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(*) Este texto foi inspirado na leitura do livro de Julián Marías, “A Felicidade Humana“, Livraria Duas Cidades, 1989.